Pyongyang avisa que exercícios militares de Seul e Washington ameaçam estabilidade
Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que os exercícios militares em curso entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos representam uma ameaça à estabilidade regional.
Num comunicado citado hoje pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, a influente dirigente disse que as manobras constituem um "jogo de guerra provocador e agressivo", que poderá "ter consequências terríveis e inimagináveis".
Os "inimigos" do país, Coreia do Sul e Estados Unidos, "nunca devem testar a nossa paciência", alertou ainda a irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un.
O exercício anual Escudo da Liberdade resultará numa "maior destruição da estabilidade regional" num contexto de "recentes crises geopolíticas globais", disse Kim Yo-jong.
Os exercícios estão a decorrer "num momento crítico, quando a estrutura de segurança global está a colapsar rapidamente e as guerras estão a eclodir em diferentes partes do mundo", acrescentou a dirigente.
Kim Yo-jong atribuiu a situação às "ações imprudentes de bandidos internacionais ultrajantes", numa aparente referência aos Estados Unidos e a Israel.
A irmã do líder da Coreia do Norte condenou os ataques contra o Irão como um "ato ilegal de agressão" que revelou a natureza de Washington, que descreveu como desonesta.
Pyongyang concluiu em fevereiro um congresso crucial do partido único, durante o qual reafirmou o programa nuclear do país isolado, no meio de promessas de expansão do seu arsenal nuclear.
Kim Yo-jong afirmou que o país asiático irá "constantemente e repetidamente" convencer os adversários da sua "capacidade de dissuasão militar e da sua inevitabilidade".
A Coreia do Norte reagiu duramente no passado a estas manobras, que considera um ensaio para uma invasão do seu território e uma demonstração da política hostil de Washington e Seul.
Os exercícios deste ano começaram na segunda-feira, com a participação de cerca de 18 mil soldados sul-coreanos e um número ainda desconhecido de soldados norte-americanos, e irão continuar até 19 de março.
Descritos como defensivos por ambos os países, as Forças dos Estados Unidos na Coreia afirmaram que os exercícios incluem treinos com munições reais, simulações e exercícios de campo, concebidos para melhorar a prontidão operacional conjunta.